O tratamento desta perturbação é pluridisciplinar podendo incluir acompanhamento médico, psicológico, pedagógico, apoio aos pais e tratamento farmacológico.
O tratamento farmacológico é uma medida coadjuvante importante. O recurso à medicação só deve ser feito após uma avaliação médica especializada, incluindo o estabelecimento do diagnóstico, e devem ser dadas as orientações psicoeducacionais relativas à toma da medicação.
Dos medicamentos que, actualmente, são mais usados, salientamos os psicoestimulantes. Destes o que é comercializado em Portugal é o metilfenidato, que só deve ser prescrito em crianças com idade superior a 6 anos.
O efeito do metilfenidato consiste no aumento da capacidade de atenção/concentração, diminuição da impulsividade e da agressividade, melhorando as relações interpessoais e o desempenho da criança.
O seu efeito surge logo nos primeiros dias, desde que a dose seja adequada. As tomas são diárias, podendo ser feita uma interrupção do tratamento durante o período de férias escolares, de acordo com a indicação médica.
As melhoras notadas na criança não devem ser entendidas como uma cura milagrosa.
A diminuição dos sintomas pode dar a falsa impressão de que estes desapareceram.
Assim sendo, para maximizar a eficácia do tratamento medicamentoso será imprescindível recorrer a outros meios de intervenção, designadamente a nível familiar e escolar.
PHD-0608-001-IN
Data de Emissão: 26 Agosto 2008